É fundamental que todos os empregados saibam quais são os acidentes de trabalho mais comuns e como evitá-los, afinal, trata-se da integridade física e mental do trabalhador. Portanto, a segurança deve ser prioridade para o empregado.

É por essa razão que campanhas de prevenção de acidentes são comuns nas empresas, mas alguns problemas ainda ocorrem com bastante frequência, e quem sofre com isso são os trabalhadores. Se você quer saber quais são os mais comuns, como evitá-los e o que fazer caso a empresa não se preocupe com o assunto, continue lendo este artigo para se informar sobre seus direitos!

Quais são os acidentes de trabalho mais comuns?

Confira a seguir os 4 acidentes de trabalho mais comuns nas empresas.

1. Quedas

As quedas podem acontecer em diversos setores, como na linha de montagem de uma indústria ou até mesmo no departamento de arquivamentos.

Uma grande parcela das quedas ocorre em pisos nivelados, ou seja, não envolve escadarias ou rampas; em pisos molhados, pois produtos de limpeza deixam as superfícies escorregadias; e locais que precisam de calçados especiais, como pisos lisos ou molhados.

Para os funcionários que trabalham em altura, quanto mais alto for o local em que o trabalhador se encontra, maiores serão os riscos de queda e os danos sofridos em razão da força da gravidade. É essencial utilizar corretamente os equipamentos para evitar quedas, como escadas, cordas, conectores etc.

A melhor solução para evitar esse tipo de acidente é utilizando os Equipamentos de Proteção Individual – EPI, que devem ser fornecidos pela empresa. Tais equipamentos incluem:

  • botas antiderrapantes;
  • capacetes para proteger a cabeça e reduzir os danos na queda;
  • trava quedas;
  • cinto de segurança;
  • luvas de segurança;
  • óculos de segurança.

2. Acidentes com ferramentas

Dependendo do trabalho executado, é necessário manejar ferramentas excessivamente perigosas, como serras, empilhadeiras, tornos, prensas hidráulicas e compressores de ar.

Negligenciar as medidas de segurança pode causar danos excepcionalmente graves e irreversíveis, como a de perda de membros, incapacitação para o trabalho e até a morte. Algumas formas de minimizar os riscos de ocorrência desse tipo de acidente são:

  • aprender a utilizar as ferramentas com maestria, prestando tenção aos ensinamentos de funcionários mais experientes;
  • dedicar-se nos treinamentos fornecidos pela empresa, se houver;
  • testar os equipamentos antes de utilizá-los para verificar seu funcionamento e, após, alertar os supervisores caso sejam observadas falhas;
  • optar por não manejar essas ferramentas em momento de extremo cansaço;
  • utilizar os EPIs e uniformes destinados à utilização do maquinário.

3. Lesões por esforço repetitivo

A Lesão por Esforço Repetitivo, popularmente conhecida como LER , é um dano causado na saúde do empregado pelo esforço físico repetitivo, o que pode lesionar o músculo, tendão ou ligamento do corpo.

Ela causa formigamento, dormência, inchaço e pode até deixar o profissional inválido. Ela pode ocorrer por postura incorreta na execução do trabalho, tracionamentos, levantamento excessivo de peso ou por atividades repetitivas, como:

  • carga e descarga de máquinas;
  • digitação intensa em computadores;
  • condução de veículo.

Para evitar que ocorram essas lesões, você pode:

  • descansar a cada determinado período, como a cada uma ou duas horas trabalhadas;
  • fazer exercícios de ginástica laboral;
  • fazer pausas de 5 minutos a cada 25 de trabalho;
  • praticar alongamentos ao longo do expediente;
  • manter a postura adequada;
  • não carregar peso em excesso;
  • preferir teclados e mouses com apoiadores, se trabalhar com computadores.

4. Choques elétricos

As descargas elétricas são comuns nos trabalhos onde há contato com rede ou painéis elétricos. Elas podem causar queimaduras e paradas cardíacas intensas, o que pode levar à morte.

É de responsabilidade da empresa proibir que funcionários sem a capacitação adequada tenham contato com a rede elétrica, mas você também deve ter a consciência se tem o conhecimento necessário para manejar os equipamentos ou não. Outras medidas fundamentais para evitar esse acidente são:

  • utilização correta dos EPIs durante a jornada de trabalho, que incluem luvas isolantes de borracha, botas de segurança, mangas isolantes de borracha, protetor facial contra arco elétrico etc.;
  • checar o estado dos fios elétricos antes de manejá-los;
  • verificar se as instalações elétricas foram instaladas corretamente antes de trabalhar nelas.

Caso a empresa não ofereça os EPIs e medidas de segurança necessárias para preservar a sua saúde, você precisa assegurar seus direitos. Por isso, uma boa saída é procurar um escritório de advocacia especializado em direito trabalhista para proteger sua integridade física.

Um especialista nessa área sabe exatamente quais são as condições de trabalho para prevenir acidentes e doenças do labor, como também tomará as medidas para protegê-lo dessas ocorrências.

O que fazer caso sofra um acidente dentro da empresa?

Ao sofrer um acidente de trabalho, a primeira atitude deve ser sempre pedir ajuda dos profissionais capacitados. Muitos colaboradores da empresa são treinados em atendimento de primeiros socorros, por isso eles devem oferecer tratamento imediato, dentro de suas capacidades.

Depois é necessário procurar ajuda médica, principalmente para verificar se nada mais grave aconteceu. Isso é importante porque os acidentes podem deixar sequelas ou mesmo problemas que não são percebidos em um primeiro instante, mas que se manifestam em outro momento.

Outra atitude necessária, depois de tomar os cuidados devidos com a saúde e integridade física, é verificar se o Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT) foi emitido pelo empregador, o que deve ser feito até o primeiro dia útil seguinte.

Esse documento é importante porque é ele que informa ao INSS que o empregado sofreu um acidente de trabalho e servirá como prova das alegações do segurado. Além disso, é uma ferramenta de estatística para melhorar a saúde e segurança no ambiente laboral.

Quando pedir afastamento ou indenização nos casos de acidente de trabalho?

Quando ocorre o acidente de trabalho, o empregado deve ficar afastado enquanto for necessário para o tratamento e recuperação da capacidade. Quem determina se há ou não necessidade de afastamento e o período que ele deve durar é o médico.

Assim, sempre peça um atestado e um laudo médico, dizendo qual é o problema e quanto tempo é necessário para o retorno às atividades. O empregado tem direito garantido a esse afastamento e receberá seu salário por 15 dias e, após isso, o auxílio-doença acidentário, e consequente estabilidade acidentária 12 meses após alta previdenciária.

Também é possível requerer indenizações ao empregador, mas isso só acontece quando há culpa ou dolo no acidente. Ou seja, quando o patrão agiu com negligência ou imprudência ou, ainda, quis que o trabalhador se acidentasse.

É preciso comprovar essas situações para requerer a indenização, que pode ser material, ou seja, um reembolso de todos os gastos que o trabalhador teve com consultas, tratamentos, remédios e internações.

Outra indenização possível é a moral, que visa recompensar o trabalhador por todo o sofrimento que teve decorrente do acidente. Isso inclui a dor física, eventual incapacidade ou sequelas, problemas estéticos e outros.

Tudo isso deve ser requerido de forma judicial, ou seja, por meio de um processo na justiça. Lá o juiz analisará todas as provas para determinar se há realmente direito à indenização e qual será o valor.

Quais são os direitos garantidos ao trabalhador nos casos de acidentes de trabalho?

O trabalhador que sofre um acidente de trabalho possui diversos direitos garantidos pela lei, tanto trabalhistas como previdenciários. Isso acontece porque o empregador responde pelo risco que causa, além de dever cuidar sempre da saúde e segurança de seus empregados.

Direitos previdenciários

Em relação ao INSS, existem alguns benefícios por incapacidade laboral, quando o empregado perde de forma parcial ou total a sua capacidade para o trabalho. Assim, ele pode requerer o auxílio-doença ou a aposentadoria por invalidez.

O auxílio-doença é concedido sempre que houver o afastamento por mais de 15 dias, comprovados por laudo e atestado médico. Assim, após esse prazo o INSS começará a pagar o benefício até a recuperação do segurado.

Já a aposentadoria por invalidez é concedida quando o trabalhador fica incapacitado para o trabalho, mas não há expectativa de melhora, ou seja, quando a incapacidade é permanente.

Não há um pedido específico para esse benefício, pois o segurado deverá requerer o auxílio-doença e passar por uma perícia médica. Nesse exame, se o médico constatar que não há possibilidade de recuperação o trabalho será aposentado.

Direitos trabalhistas

As leis trabalhistas também garantem uma série de direitos a quem sofre acidentes de trabalho. Enquanto o segurado recebe o auxílio-doença acidentário, o empregador deve continuar recolhendo o FGTS.

Além disso, ao retornar do auxílio-doença acidentário para o trabalho, o trabalhador tem garantido um ano de estabilidade no emprego. Isso quer dizer que ele não poderá ser demitido sem justa causa durante esse prazo.

Como já falamos, também há a possibilidade de requerer a indenização por danos materiais, reembolsando os custos com tratamento e danos morais, pelos riscos aos direitos da personalidade.

Os acidentes de trabalho mais comuns podem ser bastante prejudiciais e, por isso, você deve dar a devida importância à sua saúde e obter o auxílio de profissionais competentes para ajudá-lo da melhor maneira.

Agora que você já conhece melhor esse assunto, não pode perder o nosso e-book sobre como escolher o melhor advogado para o seu caso!

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